Não é que eu não chorei mais,
não é que o peito virou aço ou que os olhos secaram.
É só que… eu não choro mais por você.
Você, que já foi lágrima quente,
agora é só verso rimado.
Virou música — daquelas que a gente ouve,
mas não volta a sentir.
Você virou poesia,
mas não presença.
Virou memória escrita,
mas não saudade.
Ficou onde merece:
no passado que canta,
mas não machuca.
E mesmo que tua ausência seja bela na canção,
você é só letra.
Não é mais chão.
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