terça-feira, 8 de julho de 2025

Mesmo que doa, eu fico

 É injusto, eu sei.

Chorar sozinho, se abraçar no escuro do próprio quarto, se segurar pra não explodir.

Falar com o espelho porque mais ninguém escuta.

E mesmo assim… continuar.


Eu sei o que é repetir pra si mesmo:

"Deus tá comigo. Eu me amo. Eu não posso me abandonar."

E mesmo com fé, com força, com tudo o que restou…

Ainda dói.


Às vezes, eu penso que agora vai.

Agora a vida vai sorrir.

Mas vem mais um tropeço, mais uma decepção, mais um silêncio onde eu esperava amor.

E eu só queria esquecer.

Caminhar.

Escrever.

Postar.


O mundo aqui dentro tá explodindo de ideias.

Mas a alma… tá exausta.


Mesmo assim…

Eu lembro.


Lembro dos dias em que tudo era prisão.

Em que amar me custava a paz.

E agora que estou livre…

Por que a pressa?

Por que essa dor de ver ela com alguém e eu não?


É orgulho? É carência?

Ou é só aquele eco da alma que diz:

"Eu também queria ser amado."


Mas eu entendi…

O amor da minha vida não era quem eu pensava.

Porque quem ama de verdade não foge. Não abandona. Não mente. Não trai.


Hoje, eu caminho por mim.

E quando doer demais,

Eu vou pra rua.

Eu vou suar o luto.

Eu vou transformar dor em músculo.

Solidão em foco.

E peso em superação.


Faltam só 8kg pra eu sair dos 100.

Logo eu, que já estive em 125.

Cada quilo ficou com uma lágrima no chão.

Mas cada passo agora é um "eu consegui" batendo no peito.


E quando eu entrar na academia,

não vai ser só o corpo que vai mudar.


Vai ser a minha vida.

Nenhum comentário: