É injusto, eu sei.
Chorar sozinho, se abraçar no escuro do próprio quarto, se segurar pra não explodir.
Falar com o espelho porque mais ninguém escuta.
E mesmo assim… continuar.
Eu sei o que é repetir pra si mesmo:
"Deus tá comigo. Eu me amo. Eu não posso me abandonar."
E mesmo com fé, com força, com tudo o que restou…
Ainda dói.
Às vezes, eu penso que agora vai.
Agora a vida vai sorrir.
Mas vem mais um tropeço, mais uma decepção, mais um silêncio onde eu esperava amor.
E eu só queria esquecer.
Caminhar.
Escrever.
Postar.
O mundo aqui dentro tá explodindo de ideias.
Mas a alma… tá exausta.
Mesmo assim…
Eu lembro.
Lembro dos dias em que tudo era prisão.
Em que amar me custava a paz.
E agora que estou livre…
Por que a pressa?
Por que essa dor de ver ela com alguém e eu não?
É orgulho? É carência?
Ou é só aquele eco da alma que diz:
"Eu também queria ser amado."
Mas eu entendi…
O amor da minha vida não era quem eu pensava.
Porque quem ama de verdade não foge. Não abandona. Não mente. Não trai.
Hoje, eu caminho por mim.
E quando doer demais,
Eu vou pra rua.
Eu vou suar o luto.
Eu vou transformar dor em músculo.
Solidão em foco.
E peso em superação.
Faltam só 8kg pra eu sair dos 100.
Logo eu, que já estive em 125.
Cada quilo ficou com uma lágrima no chão.
Mas cada passo agora é um "eu consegui" batendo no peito.
E quando eu entrar na academia,
não vai ser só o corpo que vai mudar.
Vai ser a minha vida.
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