E se fosse eu…
aquele que o destino guardou pra chegar quando você já não acreditava mais?
O cara que não promete o mundo,
mas que, se te amar, vai lutar contra ele inteiro pra te proteger?
E se fosse eu…
o abrigo depois da guerra,
a voz calma no meio do caos,
o toque que não exige, só entende?
Porque, olha…
eu já fui o homem que amou errado,
que se perdeu tentando consertar o que já tinha acabado,
que deu tudo — até o que não tinha —
pra quem nunca quis ficar.
Mas eu aprendi.
Aprendi que o amor não é grito,
é paz.
Não é prisão,
é casa.
Não é promessa,
é presença.
E se fosse eu…
o que Deus mandou pra te mostrar que amor não precisa doer pra ser verdadeiro?
O que entende o teu silêncio,
que respeita o teu tempo,
que não vai embora na primeira tempestade?
E se fosse eu…
o que já viveu o inferno e ainda assim acredita no paraíso?
O que carrega cicatrizes, mas ainda sonha em ser abrigo?
Se fosse eu,
eu não pediria que você confiasse logo.
Eu só ficaria.
Dia após dia.
Até você perceber que, talvez…
o amor que você sempre procurou —
era eu.
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