As pessoas olham pra mim e dizem que eu tenho um sorriso bonito.
Mal sabem elas…
que cada dente que mostro foi afiado pela dor.
Por trás desse sorriso calmo,
existe um grito preso,
um coração que já sangrou tanto
que aprendeu a sangrar em silêncio.
O que ninguém vê…
é o peso que meus ombros carregam,
as noites em claro,
as promessas quebradas,
as cicatrizes que eu escondo com um simples “tá tudo bem”.
Esse sorriso…
não nasceu do amor,
nasceu da guerra.
Foi forjado no inferno,
quando eu precisei parecer forte
enquanto tudo dentro de mim implorava pra desistir.
Eu aprendi a sorrir pra não assustar quem ficou,
a engolir o choro pra não preocupar quem me ama,
a brincar com a dor pra ela não brincar comigo.
Por trás desse sorriso puro,
há um campo de batalha.
Cada lembrança, uma ferida.
Cada perda, um pedaço meu que ficou pelo caminho.
Mas mesmo assim…
eu sorrio.
Não porque a dor passou,
mas porque eu venci ela —
toda vez que abro a boca e deixo a luz sair,
mesmo tendo vindo das trevas.
A verdade é que…
a sombra por trás do meu sorriso
é tudo que tentei esconder do mundo.
Mas é ela que me fez ser quem eu sou.
Porque só quem já dançou com o inferno
aprende a sorrir com a alma em paz.
Nenhum comentário:
Postar um comentário