Depois daquele beijo…
eu juro, o mundo não foi mais o mesmo.
O ar ficou mais leve,
mas o peito — o peito ficou pesado demais pra caber dentro de mim.
Foi um beijo,
mas parecia um reencontro.
Como se a vida tivesse esperado todos esses anos,
todas as dores,
todas as partidas,
só pra me levar até aquele instante.
Tinha doçura,
mas também força.
Tinha calma,
mas incendiava tudo o que tocava.
Tinha verdade —
aquela que não se fala,
só se sente quando dois destinos finalmente se reconhecem.
Depois daquele beijo,
eu me olhei no espelho e sorri diferente.
Tinha algo novo nos meus olhos —
talvez esperança, talvez paz…
ou talvez fosse só ela ainda ali,
presa no canto da minha boca,
nas pontas dos meus dedos,
na alma que ela tocou sem pedir licença.
Ela, com aquele jeito de quem sabe o que quer,
mas mesmo assim me deixou perdido.
A professora que ensina com o olhar,
que fala pouco,
mas diz tudo.
A mulher que não entrou na minha vida por acaso —
ela foi o capítulo que o universo esperou o momento certo pra escrever.
Depois daquele beijo,
tudo que eu vivi antes parece ensaio.
Porque ali, entre o toque e o silêncio,
eu descobri que o amor não precisa de promessas,
ele só precisa acontecer —
do jeito que aconteceu com ela.
E se o mundo quiser saber quem sou eu agora,
eu respondo sem pensar:
sou o cara que conheceu o depois daquele beijo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário