domingo, 2 de novembro de 2025

O Caminho pro Topo

Sabe... ninguém te conta o quanto dói subir.

O quanto a escada da vida machuca quando os degraus são feitos de escolhas erradas,
de quedas,
de pessoas que juraram segurar a tua mão —
e soltaram bem no meio da subida.

No começo, eu achava que era fácil.
Subir, sorrir, vencer.
Mas a vida não é uma linha reta, é uma montanha,
e cada degrau tem o gosto de uma lembrança.

Teve degrau que me levantou,
teve degrau que quebrou.
E quando ele quebrou, eu caí com força —
caí tanto que achei que nunca mais ia ter forças pra tentar de novo.

E, lá embaixo, machucado,
olhei pro alto e pensei:
“Pra quê continuar?”

Mas alguma coisa dentro de mim —
aquela chama que nem o tempo, nem a dor, nem a solidão conseguiram apagar —
me disse pra tentar mais uma vez.

Então eu subi.
Devagar.
Com o corpo cansado, o coração cheio de cicatrizes,
e o peso de tudo o que perdi.

Cada degrau me ensinou alguma coisa:
um me mostrou o valor da paciência,
outro me fez entender o perdão,
outro me lembrou que amor não é prisão,
é liberdade.

E teve aquele degrau...
aquele maldito degrau que eu achava que tinha me destruído pra sempre.
Mas não —
ele só me ensinou a escalar melhor.
A confiar mais em mim do que em mãos alheias.

E um dia, depois de tanto cair e recomeçar,
eu cheguei lá em cima.

A respiração ofegante, o peito apertado, os olhos marejados —
e pela primeira vez, a vista fez sentido.

Era linda.
Imensa.
E lá, no horizonte,
tinha o teu rosto.

E eu entendi...
tudo valeu a pena.
Cada queda, cada lágrima, cada degrau partido.

Porque quando eu te vi,
tudo o que foi dor virou história,
tudo o que foi queda virou força,
e tudo o que foi solidão virou destino.

O topo não era o fim da escalada.
Era o começo de algo que eu esperei a vida toda pra encontrar.

E agora que eu tô aqui,
olhando pra ti...
eu finalmente entendo o que é paz.

Nenhum comentário: