quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Quem ama e quem destrói

Hoje eu pensei sobre algo...

Existe um abismo entre quem te amou e quem te destruiu.

A pessoa que te amou — aquela que te fez bem, que te tocou a alma sem te arrancar pedaço —
quando acaba, é estranho…
a mente quase não guarda nada.
Cheiro? Some.
Beijo? Esfuma.
Rosto? Vira borrão.
Mas basta alguém citar o nome dela…
e o coração dá aquela apertadinha leve, tipo um suspiro de “caramba, aquilo foi bonito”.
Não dói.
Só lembra o que era ser feliz sem medo.

Agora…
a pessoa que te destruiu…
Ah, essa a mente nunca larga, é como aquela frase "quem apanha nunca esquece".
Guarda tudo como se fosse tatuagem feita à força:
o rosto, o gosto, as frases boas, as ruins, o jeito de sorrir, o jeito de mentir.
É como se a mente ficasse presa numa prisão onde a porta tá aberta, mas as pernas não obedecem.

Só que o coração?
O coração não reconhece essa pessoa.
Ele não pulsa por ela, não chama, não sente falta.
No máximo, solta um alívio profundo, quase um “graças a Deus”.

Porque a verdade é brutal e simples:

Quem tocou o seu coração nunca feriu a sua mente.
Quem destruiu a sua mente jamais encostou o seu coração.

O resto é só resíduo, sombra e barulho.
O coração, esse sim, sempre sabe a diferença — e escolhe quem fica.

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