Você não faz ideia do que eu vivi pra chegar até aqui.
Do quanto precisei me perder pra me encontrar.
Do quanto precisei morrer por dentro pra renascer diferente.
Houve um tempo em que eu dava tudo de mim.
O meu amor, a minha paciência, o meu tempo, o meu futuro —
tudo nas mãos erradas.
Eu entregava a alma e recebia silêncio.
Eu construía castelos e me deixavam nas ruínas.
Fui o homem que acreditou em promessas que nunca existiram,
que chorou escondido pra não parecer fraco,
que sorriu pra não preocupar ninguém.
E quando caí… ninguém ficou pra me levantar.
Mas sabe o que aconteceu?
Eu levantei.
E não foi rápido, nem bonito.
Foi entre gritos, lágrimas e noites em claro.
Foi lutando contra demônios que eu mesmo criei.
Mas cada cicatriz virou uma medalha.
Cada perda virou lição.
Cada lágrima me ensinou a ver o valor das poucas que secaram por mim.
Eu descobri que o amor que eu tanto buscava
não tava nos braços de ninguém.
Tava em mim.
No homem que sobreviveu quando ninguém acreditava.
No pai que não desistiu.
No guerreiro que aprendeu a sorrir mesmo sem motivo.
E é por isso que, se um dia o destino te colocar diante de mim,
saiba que eu não venho com flores, promessas ou ilusões.
Eu venho com verdade.
Eu sou o resultado do caos.
Sou o que restou depois que o mundo tentou me quebrar.
Sou o que aprendi a ser,
não o que me disseram pra ser.
E o destino, caprichoso como é,
me fez entender que às vezes, antes de encontrar o amor,
a gente precisa aprender a merecê-lo.
Então, se um dia eu te olhar nos olhos e disser “fica”,
entenda: não é um pedido.
É um presente.
Um presente forjado no fogo, lapidado na dor, moldado pela fé.
Eu não trago o homem que um dia foi quebrado,
eu trago o homem que foi reconstruído.
Esse é o meu presente pra você:
a minha melhor versão.
Aquela que não precisa provar nada pra ninguém,
que não teme mais ser abandonada,
que sabe o próprio valor e, ainda assim,
escolhe amar com leveza.
Porque quem já foi o inferno,
só ama de verdade quando encontra o céu —
e o céu, às vezes, tem o teu nome.
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