Eu morri.
Morrido em silêncio,
sem velório, sem adeus,
apenas me desfiz.
Morri no mundo que você escolheu,
onde promessas valiam menos que sussurros,
onde a mentira era mais doce que o amor sincero.
Morri porque amei demais,
porque lutei sozinho contra o peso dos seus próprios fantasmas,
porque vi você se entregar para tudo que eu queria te salvar.
Eu tentei.
Deus sabe que tentei.
Mas a correnteza era forte demais,
e você nunca quis aprender a nadar.
Então eu soltei.
Afundei, toquei o fundo.
E ali, quando todos me deram como perdido,
Deus me puxou pela mão.
No mundo das mentiras, eu estou morto.
No mundo da verdade, eu renasci.
O que morreu foi a ilusão.
O que ficou foi a coragem.
E hoje,
carrego minhas cicatrizes como medalhas.
Não para lembrar de você,
mas para nunca mais esquecer de mim.
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