segunda-feira, 28 de abril de 2025

"Carta de Dor Que Ninguém Lê"

 Eu morri.

Não no sentido que você pensa,
mas no seu,
no seu mundo de mentiras,
onde meus sentimentos se afogavam em suas palavras vazias.
Eu morri naquele lugar,
onde nunca fui suficiente,
onde sempre dei mais e recebi o vazio.

Sabe, eu dei a minha alma,
e você... você me entregou pedaços de um amor que não existia.
Eu dei o melhor de mim,
e você, com suas ações, me mostrou o quanto era fácil me deixar para trás.
Você nunca olhou nos meus olhos e disse a verdade,
porque a verdade nunca coube na sua boca,
só a mentira que te salvava da dor de ver o que você destruiu.

Eu morri quando você me deixou nas sombras do seu egoísmo,
quando você escolheu viver um mundo sem mim,
mas ainda com a cara de quem queria tudo de volta.
Eu morri quando você virou as costas,
mas ainda esperava que eu te seguisse,
mesmo sabendo que eu já estava quebrado,
mesmo sabendo que minha força já se esvaiu.

E quando você me disse que poderíamos ser amigos,
eu não pude evitar de rir com dor,
porque como alguém que já morreu
pode ser amigo de quem o matou?
Você não me vê,
não me sente,
não me entende.

Eu morri para o amor que você dizia sentir,
morri para a mulher que não soube olhar
para tudo o que fiz por você,
para tudo o que tentei ser para te salvar.
Eu morri e, em silêncio, eu me levantei,
mas eu não posso voltar.
Eu não posso me permitir voltar para o lugar
onde morri por dentro todos os dias.

Então, saiba disso:
Eu morri para o amor que você nunca soube dar.
Mas não vou morrer para mim.
Eu ressurgi, e é o único amor que eu vou conhecer agora.
E você? Você ficou presa nas mentiras
que alimentou até me afogar.
E eu não sou mais o seu afogado.
Eu sou o seu fantasma.

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