Eu morri, sim.
Mas não do jeito que você pensa.
Morri no mundo que você escolheu construir sem verdade,
no espaço onde o amor foi trocado por silêncio,
onde a mentira era mais confortável que o meu abraço.
Morri quando estendi a mão e você virou o rosto.
Quando gritei baixinho por ajuda e você riu alto.
Quando a minha esperança virou peso e você soltou.
Morri para o teatro que você preferiu encenar,
onde heróis viram vilões e vítimas viram culpados.
Mas saiba:
minha morte foi só naquele seu mundo de fumaça.
Aqui, onde Deus me segurou com mãos invisíveis,
eu ressuscitei.
Levantei dos escombros,
com as mãos calejadas, o peito em cicatrizes,
e uma luz nova nos olhos.
A minha história não acaba onde você me deixou.
O amor que você recusou,
agora é a força que me leva para longe.
Morreu o que era fraco.
Nasceu o que é eterno.
Eu vivo — e você é só passado.
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