E se um dia você ler,
leia com o coração despedaçado,
leia com os olhos que um dia me viram
e souberam o que me fez…
O que você fez.
Quebra os seus pedaços e veja,
veja o que restou de um amor que você destruiu.
Você foi um monstro,
não pela dor que me causou,
mas pelas mentiras que você semeou
no solo que deveria ser de confiança.
Você foi um monstro,
não porque me ignorou,
mas porque me fez acreditar
que você ainda era a mulher que eu amava.
Você matou a confiança com suas mãos,
matou a nossa paz,
envenenou o sorriso do nosso filho,
com suas palavras afiadas,
com seu desprezo, com seu egoísmo.
Ele, ainda tão jovem,
carregou o peso das suas escolhas,
tentando entender
por que sua mãe não poderia ser
a mulher que ele pensava.
Eu morri todos os dias para tentar salvar o que restava de nós,
mas você,
você escolheu ser o monstro
que devorava tudo o que eu amava.
E hoje, eu não sou mais o homem quebrado
que te amou com todas as forças.
Hoje, sou o homem que sobreviveu à dor
que você me impôs.
Eu vi, com os olhos da alma,
quando você escolheu outra vida,
outras mentiras, outras pessoas,
e nos deixou, eu e o filho que te amava,
sozinhos.
Eu vi, com dor,
quando você destruiu o laço,
quando você preferiu se perder
do que manter a união.
Agora, eu me levanto,
e você é a sombra do que poderia ter sido.
Mas lembre-se:
você foi o monstro
que quebrou o nosso lar,
e a dor do meu coração
é a dor do seu reflexo
no espelho da sua própria consciência.
E se um dia você ler,
entenda:
não é sobre você ter deixado de me amar,
é sobre você ter matado o que a gente construiu
com suas escolhas egoístas,
e não há dor maior
do que essa traição em nome do "amor".
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