quarta-feira, 14 de maio de 2025

Scars – As cicatrizes que ela deixou (e que eu sobrevivi)

 

“Eu rasguei meu coração aberto... só pra te mostrar o que tinha dentro.”


Foi assim que tudo começou.
Acreditando que o amor curaria tudo.
Me doando por inteiro. Me entregando de verdade.
Achando que isso bastaria.

Mas o que a gente não espera...
É que nem todo mundo quer ser amado.
E tem gente que se alimenta do amor da gente até esvaziar.

Eu tentei.
Tentei ajudar.
Tentei ser suporte, ser paz, ser força.
Mas só empurravam tudo pra longe.
Empurravam a mim.

E ainda assim… eu continuei lá.
Afundando junto.
Porque amar às vezes é isso:
É sofrer calado, é acreditar no que já morreu.

As cicatrizes que eu carrego hoje...
Não são apenas de dor.
São marcas de sobrevivência.
Provas de que eu amei até onde não devia, mas sobrevivi mesmo assim.

E essa música... Scars...
Parece que fui eu quem escreveu.
Ela sangra tudo o que ficou preso no peito.
O amor, a dor, o abandono, a raiva.
Mas também a coragem de continuar mesmo ferido.

Hoje eu não peço mais que me entendam.
Eu não espero mais que me valorizem.
Hoje, eu apenas sigo.
Com as minhas cicatrizes.
Com a minha história.
Com o coração reconstruído na força.

Porque eu posso ter me rasgado por dentro…
Mas eu voltei. E dessa vez, por mim.

Nenhum comentário: