quarta-feira, 14 de maio de 2025

O Maior Ato de Amor

 

O meu maior ato de amor
foi deixar partir quem mais amei,
foi entender que meu abraço,
pra ela, era cárcere — e não lar.
Foi morrer de pé,
pra deixá-la viver em paz.

Eu fui embora com o peito aberto,
sabendo que ela me amava,
e mesmo assim… eu deixei.
Mesmo sabendo que eu era abrigo,
e ela era o meu lar.

E hoje, eu peço o mesmo.
Me deixa partir.
Não me liga.
Não fala comigo.
Não me mostra nada.
Não me deseja nada.
Suma.
Desapareça.
Morra — como eu morri por amor.

A vida cobra.
A vida cobra caro.
E às vezes, o castigo é seguir em frente,
com a alma arrastada,
entre a morte e a vida,
entre o medo e a esperança,
entre amar e me fechar.

Mas eu sigo.
Cada segundo como se fosse o último.
Com medo.
Com desejo que seja.
E ainda assim —
eu sonho.

Eu sonho ser luz pros meus filhos,
esperança pra minha mãe,
fortaleza pra minha tia.
Sonho ser alguém grande.
Ser nome, ser história,
escrever meus livros, meus vídeos,
meus poemas…
Uma música minha na rádio um dia.

Eu ainda sonho.
E é por isso que eu vivo.
Porque eu amei —
e me matei por dentro.
Morri e fiz sofrer.
Sofri.

Mas sigo.
Porque o maior ato de amor é deixar ir.
E o maior ato de coragem
é continuar sonhando mesmo depois de morrer.

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