Eu te guardo em silêncio,
como quem guarda fogo nas mãos,
ardendo por dentro,
sem que ninguém perceba as chamas.
Falo de ti sem dizer teu nome,
em versos que finjo serem meus,
mas cada palavra é tua sombra,
cada rima, o rastro do teu olhar.
No meio da multidão,
meu coração só sabe te procurar.
E mesmo quando o mundo cala,
eu te ouço dentro de mim.
Se um dia o destino permitir,
solto esse segredo ao vento,
e que ele chegue até você,
como quem nunca soube —
que já era amado há tanto tempo
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