Eles me jogaram ao abismo,
acharam que o escuro ia me devorar.
Me cortaram em mil pedaços,
acharam que eu nunca ia voltar.
Meu corpo virou pó,
meu nome virou silêncio.
Mas o que eles não sabiam
é que no fundo do silêncio mora um grito.
Das cinzas que eles fizeram de mim,
eu me reconstruí.
Costurei minha carne com coragem,
lavei minha alma no fogo,
aprendi a andar sem chão.
Agora, cada gota do meu sangue
é um pacto de renascer.
Cada cicatriz, um mapa
do caminho que só eu sei percorrer.
Eles mataram o que eu era.
Mas nasceram as minhas asas.
E eu não sou mais o que fui:
sou maior, sou fogo, sou brasa.
Do pó eu voltei.
Do nada, me ergui.
Do que eles destruíram,
eu construí quem eu queria ser.
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