Dia 12 de março, o mundo parou.
Uma surpresa cortou meu peito em silêncio.
Minha vida, que já andava no limite,
simplesmente... acabou.
Dia 13, eu me vi esvaziado,
pegando minhas coisas,
levando embora o pouco que sobrou de mim.
Foi o pior dia.
O tipo de dia que a alma grita e ninguém ouve.
Mas Deus ouviu.
Mesmo sem eu saber, Ele já estava escrevendo a resposta.
Enquanto eu caía,
Ele preparava o colo.
E então, três meses depois,
no mesmo dia 12, mas agora de junho,
veio outra surpresa.
Só que dessa vez, ela me devolveu o fôlego.
Me fez sorrir sem perceber,
falar com vontade,
viver com desejo.
E hoje, no dia 13,
eu não me despeço mais da vida.
Hoje eu a celebro.
Porque pela primeira vez em muito tempo,
ela me sorriu de volta.
Mas não, eu não vou postar isso em rede nenhuma.
Não por medo,
mas por proteção.
O que eu estou vivendo não cabe em legenda.
Não precisa de curtida.
Precisa de silêncio.
De cuidado.
De zelo.
Então, se você me ver postando copos, pratos,
flores, músicas...
saiba que no fundo,
é ela quem está lá.
Em tudo.
No pouco.
No tudo.
Hoje, eu me escolho.
Hoje, eu escolho não mostrar,
porque o que é real, a gente vive — não exibe.
E se Deus é por nós...
ah, meu irmão,
quem será contra?
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