Ele andava, sozinho em meio a chuva, no frio, e quem se importava?
Diziam que a chuva lavava todo o sofrimento que escorria lentamente em cada gota que passava pelo seu corpo.
A cada passo em cada poça ele deixava uma mágoa.
O frio estava lá para lembrá-lo que ele ainda estava vivo. A cada ranger dos dentes uma dor sumia.
Diziam que existiam lágrimas em meio a tanta água, mas ninguém pode provar.
Ele só caminhava e caminhava enquanto tudo ia se renovando lentamente.
Dizem que esse homem nunca parou de andar, até hoje ele anda e por onde ele vai a chuva o segue e assim ele ficará até que não reste nenhuma dor.
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